sábado, 19 de novembro de 2016

6) CONSTRUINDO RELACIONAMENTOS


6) Construindo Relacionamentos

            O filho é novamente exortado a não deixar escapar o que ele aprendeu até agora. Filho meu, não se apartem estas cousas dos teus olhos: guarda a verdadeira sabedoria e o bom siso, porque serão vida para a tua alma, e graça para o teu pescoço. Então andarás com confiança no teu caminho, e não tropeçará o teu pé” (Pv 3:21-23).
            Nos versículos 25-35 é mostrado que a sabedoria é valiosa na construção de relacionamentos na vida. Algumas pessoas não têm dificuldade em fazer amigos, enquanto outras parecem lutar com isso. A razão, muitas vezes, reside no que é ensinado nesta lição. Essencialmente, as amizades são feitas por um comportamento correto para com os outros. Ao jovem, portanto, são dados alguns princípios orientadores que o ajudarão a construir boas amizades em sua vida.
            A primeira coisa que ele deve ter é uma forte confiança no Senhor. “Não temas o pavor repentino, nem a assolação dos ímpios quando vier. Porque o Senhor será a tua esperança, e guardará os teus pés de serem presos” (Pv 3:25-26). Se conhecemos o Senhor e andamos com confiança n’Ele, isso será evidente. É uma qualidade admirável – algo que as pessoas apreciam. Isso não deve ser confundido com a autoconfiança, que é a operação do orgulho na carne (Pv 3:7). O que falamos é uma serena confiança que vem com o conhecer e o andar com o Senhor. Uma pessoa marcada por estas características estará menos inclinada a andar diante de seus companheiros, buscando a aprovação deles – e isso é atraente.
            O Senhor disse a Abrão: “Anda em Minha presença e sê perfeito” (Gn 17:1). Pelo contrário, somos muitas vezes inclinados a andar diante do nosso próximo, e isso pode ser um laço (Pv 29:25). Uma pessoa que é afetada pela opinião pública e pelos caminhos e estilos do mundo geralmente não possui confiança no Senhor. Por outro lado, uma pessoa que tem uma calma confiança no Senhor exala algo que é atraente e desejável.
            “Não detenhas dos seus donos o bem, estando na tua mão poder fazê-lo” (Pv 3:27). O jovem é exortado a fazer o bem aos outros em todas as oportunidades. Uma pessoa marcada por atos de bondade será bem lembrada e apreciada. Fazer o bem inclui estarmos livres do louvor que outros poderiam ter de nós, independentemente das qualidades e sucessos que nossas ações possam ter. (Não estamos falando aqui de lisonja, que arma uma rede para os pés do seu próximo – Pv 29:5).
            “Não digas ao teu próximo: Vai, e torna, e amanhã to darei: tendo-o tu contigo” (Pv 3:28). Aqui, o jovem é incentivado a ser liberal e não mesquinho com dinheiro. Esta é outra coisa que ajudará a ganhar o respeito dos outros. A pessoa que tem alegria em pagar a conta, etc., será bem visto. A generosidade é uma característica admirável.
            “Não maquines mal contra o teu próximo, pois habita contigo confiadamente” (Pv 3:29). O filho é exortado a ter cuidado para não machucar ninguém. Isso pode ser feito pelo que dizemos, bem como pelo que fazemos. Podemos facilmente ofender e machucar os sentimentos das pessoas por não termos cuidado com nossas palavras. Se uma pessoa tem o hábito de menosprezar os outros, que muitas vezes decorre de insegurança pessoal, ele não deve esperar ter muitos amigos. Por outro lado, a pessoa que é marcada por ser cuidadosa a este respeito, vai ganhar a confiança de muitos.
            “Não contendas com alguém sem razão, se te não tem feito mal” (Pv 3:30). O jovem é aconselhado a ter cuidado para não causar conflitos. Nos é dito em outra passagem que uma pessoa que é conhecida por ser contenciosa, tem um coração orgulhoso (Pv 28:25). Algumas pessoas são caracterizadas por argumentar, e isso prejudica toda a sua personalidade. Depois de um tempo, eles se tornam conhecidos como, “o Fulano de Tal ama uma discussão...” Pessoas contenciosas raramente têm muitos amigos. Por outro lado, se aprendermos a ser amáveis entre os nossos companheiros, seremos apreciados. Foi dito a Aser para banhar “em azeite o seu pé”, e ele seria “aceitável” a seus irmãos (Dt 33:24 – JND). Visto que o óleo é uma figura do Espírito Santo, isso fala de alguém andando no Espírito. Isso é essencial para se dar bem com as pessoas.
            “Não tenhas inveja do homem violento, nem escolhas nenhum de seus caminhos, porque o perverso é abominação para o SENHOR, mas com os sinceros está o Seu segredo” (Pv 3:31-32). Aqui ele é advertido para não ser arrogante e opressivo para com os outros. Só produzirá um efeito negativo de repelir as pessoas.
            Por fim, o filho é encorajado a andar em humildade. “A maldição do SENHOR habita na casa do ímpio, mas a habitação dos justos Ele abençoará. Certamente Ele escarnecerá dos escarnecedores, mas dará graça aos mansos” (Pv 3:33-34). As pessoas gostam de alguém humilde. Nosso Senhor Jesus foi marcado por humildade (Mt 11:29). Sua mão estará sobre os humildes para abençoar a construção de relacionamento com outros, mas será contra aqueles que não são caracterizados pelos princípios desta lição.
            A primeira parte do capítulo 4 aparentemente pertence a esse mesmo assunto. O jovem é lembrado que a verdade prática na qual ele está sendo ensinado é o que foi transmitido de gerações passadas (Pv 13:22). Ele deve apreciá-la e não a “abandoná-la” (Pv 4:1-9).

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

5) APROVEITAR DAS DISCIPLINAS DO SENHOR


5) Benefícios das Disciplinas do Senhor

            O filho é instruído em seguida quanto ao propósito de Deus em disciplinar Seus filhos. Filho meu, não rejeites a correção do Senhor, nem te enojes (canses JND) da Sua repreensão. Porque o Senhor repreende (castiga – JND) aquele a quem ama, assim como o pai ao filho a quem quer bem” (Pv 3:11-12). Simplificando, Deus está treinando Seu povo para ser mais parecido com Seu Filho em caráter e modos. Uma vez que há muitas coisas em cada um de nós (atitudes, condutas, etc.) que não são como o Senhor Jesus, Deus usará as pressões da vida as provações, tristezas e dificuldades, etc., para produzir essas coisas em nós.
            Todo aquele que está na família de Deus experimenta estas disciplinas do Senhor. É um assunto de família com o nosso Deus. Eliú acertadamente disse: “Quem ensina como Ele?” (Jó 36:22). Hebreus 12:9 diz que Ele é “o Pai dos espíritos [humanos], no sentido de que Ele está treinando nossos espíritos em Sua escola. O Senhor nunca gosta de causar dor a ninguém, mas Ele sabe que às vezes é necessária para a formação de nosso caráter. “Porque não aflige nem entristece de bom grado aos filhos dos homens” (Lm 3:33). Podemos ter certeza de que Ele só vai permitir coisas em nossa vida que são para o nosso bem definitivo. Ele quer atingir uma coisa a formação de nossos espíritos e a moldagem de nosso caráter à imagem de Seu Filho (Rm 8:29).
            O filho é instruído a receber tudo o que acontece em sua vida como algo que o Senhor tem a lhe dizer. Ele é advertido de uma tendência comum a muitos de nós reagir erroneamente às coisas que Deus permite em nossas vidas. Em primeiro lugar, ele não deve “rejeitar” isso (Pv 3:11), que seria desconsiderar ou se rebelar contra as provações que entram em nossas vidas. Uma pessoa pode expressar um rosto ousado e encolher os ombros para as coisas, não reconhecendo a mão do Senhor; e agindo assim, não terá proveito algum. Em segundo lugar, o filho não deve ficar “cansado de seu castigo” (JND) disso (v. 11). Isso fala de ficar desanimado com o que o Senhor permite em nossas vidas, e perder o ânimo e desistir. Se ele assume essa atitude em relação às provações da vida, ele não obterá nenhum proveito da disciplina do Senhor. O autor de Hebreus cita esta passagem no capítulo 12 e depois acrescenta que a única atitude apropriada para aceitar as provações da vida é ser “exercitado por ela” (Hb 12:11). Quando somos exercitados, ela produzirá “um fruto pacífico de justiça” em nossas vidas.

Vários Tipos de Disciplina

            Lembremos que nem toda disciplina é castigo. Este é um mal-entendido comum. Existem diferentes tipos de disciplina na escola de Deus, enviada para diferentes propósitos.

  • Disciplina punitiva enviada para produzir o arrependimento por causa de um curso específico de pecado no qual alguém está andando (1 Co 1:32; Jó 36:9-11);
  • Disciplina Preventiva enviada para nos manter humildes e assim preservados de cair (2 Co 12:7-10);
  • Disciplina Preparatória enviada para nos preparar para algum serviço ao qual o Senhor nos chamou (2 Co 1:3-6);
  • Disciplina  Purgativa enviada   para  remover traços  do  nosso  caráter  que  impedem  a  manifestação  de Cristo  em  nós  de  forma  clara  (Sl  139:3;  Pv 25:4;  Jr 48:11; Ml 3:3-4). O resultado é que há “muito fruto” produzido em nossas vidas (Jo 15:1-6).
           
Se não estamos andando em um caminho de verdadeira desobediência, a disciplina que experimentamos em nossas vidas não é punição, mas sim, construção de caráter. No entanto, se estamos andando em um caminho de desobediência e nos rebelarmos sob as disciplinas do Senhor, certamente perderemos o bem que Ele tem para nos ensinar com isso. Ao sermos “exercitados” pelas coisas que o Senhor permite em nossas vidas, temos benefício moral e espiritualmente. “Bem-aventurado [feliz] o homem que acha sabedoria, e o homem que adquire conhecimento” (Pv 3:13). A bem-aventurança [felicidade] (mencionada duas vezes) é um dos grandes resultados de se adquirir sabedoria por meio de disciplina. O valor de obter sabedoria dessa maneira é enfatizado nos versos 14-20.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

4) CONFIAR E HONRAR O SENHOR


4) Confiar & Honrar o Senhor

            A próxima lição (Pv 3:1-10) gira em torno de aprender a confiar e honrar o Senhor nos assuntos práticos de nossas vidas. Ao filho é dito, primeiro, para não retroceder daquilo que ele já aprendeu até agora. “FILHO meu, não te esqueças da minha lei (meu ensino – ARA), e o teu coração guarde os meus mandamentos. Porque eles aumentarão os teus dias, e te acrescentarão anos de vida e paz. Não te desamparem a benignidade e a fidelidade: ata-as ao teu pescoço; escreve-as na tábua do teu coração. E acharás graça e bom entendimento aos olhos de Deus e dos homens.” (vs. 1-4). É importante que caminhemos no que já temos aprendido e não nos permitamos retroceder (Fl 3:16). O Senhor nos dará mais luz para o caminho à medida que andamos com Ele.
            O filho é exortado: “Confia no Senhor de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento (inteligência – JND). Reconhece-O em todos os teus caminhos, e Ele endireitará as tuas veredas.” (vs. 5-6). A confiança no Senhor vem da obediência. Se alguém estiver aplicando a verdade que tem aprendido nas lições anteriores, vai acreditar que pode confiar no Senhor nas questões da vida. Quanto melhor O conhecemos, mais confiamos n’Ele. O significado da palavra “confiança” tem a ideia de confidente (JND). Confiar no Senhor é uma das quatro coisas que Salomão diz que são necessárias para uma vida feliz. Elas são:

  •  Confiar no Senhor – “o que confia no Senhor, este é feliz (Pv 16:20 ARA)
  •  Obter sabedoria e compreensão – “Feliz o homem que acha sabedoria, e o homem que adquire conhecimento.... É árvore de vida para os que a alcançam, e felizes são todos os que a retêm” (Pv 3:13-18 ARA).
  •  Obedecer aos princípios da Palavra – “o que guarda a lei, esse é feliz (Pv 29:18).
  •  Ajudar os outros – “aquele que se compadece dos pobres, esse é feliz (Pv 14:21).

O oposto de confiar no Senhor é confiar em nós mesmos, que é a autoconfiança. Apoiarmos no nosso “próprio entendimento” é um perigo real. O jovem, portanto, é exortado: “Não sejas sábio a teus próprios olhos: teme ao Senhor e aparta-te do mal. Isto será remédio para o teu umbigo, e medula para os teus ossos” (vs. 7-8). Nós somos avisados mais adiante que o tolo confia em seu próprio coração (Pv 28:26). Devemos acrescentar à confiança no Senhor, a honrar ao Senhor em nossas vidas. “Honra ao Senhor com a tua fazenda, e com as primícias de toda a tua renda; e se encherão os teus celeiros abundantemente, e trasbordarão de mosto os teus lagares” (vs. 9-10). Tudo o que temos pertence a Ele, mas somos testados quanto à realidade quando o Senhor permite que um pouco dos bens deste mundo venham a nossas mãos. Vamos usá-los para Ele ou para nós mesmos? É nosso privilégio escolher um modesto padrão de vida para nós mesmos e colocar tudo em prol do testemunho do Senhor. Deste modo honramos o Senhor com a nossa renda. Isso se refere a dar ao Senhor o Seu devido direito em nossas vidas. Isso tem a ver com a nossa administração de Suas posses, porque “do Senhor é a Terra e a sua plenitude” (Sl 24:1). Não devemos pensar que apenas um adulto deva dar ao Senhor o devido direito. É algo precioso ver um jovem confiando no Senhor e colocando-O em primeiro lugar em sua vida.
            Ao Israelita que desse ao Senhor o que Lhe era devido, era prometido um retorno maior do que o que ele teria dado. Enquanto as bênçãos do Cristão são espirituais e celestiais, acreditamos que o Senhor não é devedor do homem – Seu povo nunca dará a Ele mais do que Ele dá a Seu povo. Se dermos o que temos aos interesses do Senhor, Ele não nos deixará sofrer perda. H. A. Ironside observou: “Muitos santos seguem em relativa pobreza por causa de sua indiferença ao princípio aqui estabelecido”.

3) IMPLEMENTANDO LEITURA E ORAÇÃO EM NOSSAS VIDAS


3) Implementando Leitura & Oração
em Nossas Vidas

            Assim que o filho cresce, os pais ensinam-lhe outra lição – a importância da leitura e oração. Filho meu, se aceitares as minhas palavras, e esconderes contigo os meus mandamentos, para fazeres atento à sabedoria o teu ouvido, e para inclinares o teu coração ao entendimento...” (Pv 2:1-2). Quatro verbos são usados aqui para descrever a leitura da Palavra com um propósito e convicção. Estas quatro palavras não descrevem uma leitura negligente das Escrituras; elas implicam num estudo diligente e organizado.
            Há uma série de razões pelas quais o Cristão deve ler sua Bíblia. A razão preeminente é para aprender mais de Cristo. “Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de Mim testificam” (Jo 5:39; Lc 24:25-27, 44). Cristo é o tema de toda a Escritura. Quando Deus a escreveu pelo Espírito Santo, Ele tinha o Seu Filho diante d’Ele, e Ele a estabeleceu para que se vamos obter alguma bênção pela leitura das Escrituras, devemos ter Ele diante de nós também! Isso resultará em grande alegria (Jr 15:16; Sl 119:162).
            Um Cristão também lê sua Bíblia para obter luz e orientação para o seu caminho, pelo qual ele é guardado das veredas do destruidor (2 Tm 3.15; Sl 17:4, 19:7, 119:105, 130; 2 Rs 6:8-12).
Outra razão pela qual o Cristão lê é para crescer espiritualmente na graça de Deus, enquanto o caráter de Cristo é formado nele (1 Pe 2:2; 2 Co 3:18).
            Ele também lê a Bíblia para aprender de suas bênçãos espirituais, que estão em Cristo, sobre as quais ele é edificado e firmado na santíssima fé (At 20:32; Rm 16:25-26; Jd 20).
            Ele lê para receber conforto, força e gozo no tempo de prova e de sofrimento (Rm 15:4; Sl 119:49-50.)
            Ele lê para purificar a sua alma das impurezas e do pecado com a lavagem da água pela Palavra, e, se necessário, produz arrependimento e confissão, e restauração ao Senhor. As Escrituras têm uma maneira de purificar nossas almas de uma forma prática (Sl 119:9; Ef 5:26; Sl 19:7).
            Ele lê para aprender dos eventos futuros, pela qual ele é instruído no propósito de Deus em glorificar Seu Filho no mundo por vir, em duas esferas: no céu e na Terra (2 Pe 1:19-21; Ap 1:1-3; Ef 1:10).
A exortação dos pais continua; “E se clamares por entendimento, e por inteligência alçares a tua voz, se como a prata a buscares e como a tesouros escondidos a procurares, então entenderás o temor do SENHOR, e acharás o conhecimento de Deus” (Pv 2:3-5). Mais quatro verbos são usados aqui para descrever a oração diligente. Estes quatro verbos vão além de simplesmente “proferir” orações. A oração é falar reverentemente com o Senhor Jesus e com Deus o Pai (1 Tm 4:5 JND). Todo Cristão deve ter uma pronta comunicação com o Senhor.
Um Cristão ora porque ele deseja ter comunhão e companhia com o Senhor. Ele confia no Senhor (Pv 16:20 JND), derramando seu coração diante d’Ele como se fosse ao seu amigo mais próximo. (Sl 62:8).
Ele ora para expressar a sua dependência do Senhor em matéria de orientação e direção na vida (Sl 16:1; Pv 3:5-6; Lc 11:3; Ed 8:21).
Ele ora (intercede) por outros (1 Tm 2:1; Cl 4:3). Ele traz para o Senhor as muitas necessidades das pessoas no mundo, e entre os seus irmãos, pedindo-Lhe para ajudá-los em suas necessidades específicas.
Um Cristão ora para pedir ao Senhor pelas coisas que ele tem necessidade em sua própria vida (Jo 14:13-14, 16:23-24; 1 Jo 3:22, 5:14-15).
A leitura das Escrituras e a oração andam juntas de fato você não pode separá-las. Note que as duas coisas são baseadas na palavra condicional “se” (vs. 1, 3). Isso mostra que nós somos responsáveis em fazer essas coisas. Pais piedosos procurarão levar a Palavra de Deus diante de seus filhos quando eles são jovens, tendo leituras bíblicas na família, etc. Mas o objetivo real nela é que, enquanto as crianças crescem, eles vão manter a leitura e oração para si mesmos. Quando eles são jovens, os pais leem e oram com eles como uma espécie de sistema de apoio. Mas, com o tempo, eles devem começar a colher algo para si mesmos da Palavra de Deus. É uma alegria especial para todos os pais quando veem os jovens em sua família tomando a Palavra e lendo-a por si mesmos. O grande ganho na leitura assídua e na oração diligente é que nós ganhamos “sabedoria”, “conhecimento”, e “entendimento” diretamente da mão do Senhor (v. 6).
Então, há algo mais acrescentado nos versos 7-9; a necessidade de andar na verdade aprendida. “Ele reserva a verdadeira sabedoria para os retos: escudo é para os que caminham na sinceridade, para que guarde as veredas do juízo: e conserve o caminho dos seus santos. Então entenderás justiça, e juízo, e equidades, e todas as boas veredas”. A prática do que aprendemos na Palavra é importante para o progresso espiritual em nossas vidas. Alguns parecem não crescer porque não colocam em prática a verdade que conhecem.
Há promessas adicionais aqui para aquele que anda (pratica) na verdade. Ele vai entender “justiça, e juízo, e equidade”.
Temos, então, nos primeiros nove versos deste capítulo, leitura, oração e andar na verdade. Essas coisas são o “salva-vidas” espiritual do crente. O Cristão que negligencia a sua Bíblia e não se preocupa com a oração está se dirigindo a momentos difíceis na vida. Além disso, se não colocarmos em prática o que aprendemos, não seremos preservados. O mero conhecimento da verdade não nos preservará no caminho! Estas são coisas sérias e solenes a serem consideradas.

Três Coisas “Diárias”

Todos os jovens, portanto, devem iniciar essas três coisas em sua vida o mais rapidamente possível para garantir um bom resultado. Estas coisas devem ser praticadas diariamente – não uma ou duas vezes por semana. Nós não podemos viver do maná de ontem! (Êx 16:19-21)

  • Devemos examinar as Escrituras diariamente (At 17:11-12).
  • Devemos clamar ao Senhor em oração diariamente (Sl 86:1-3).
  • E devemos tomar nossa cruz e seguir o Senhor no caminho diariamente  (Lc 9:23).

Dois Inimigos do Jovem

A última metade do capítulo 2 apresenta dois perigos reais no caminho. Eles são personificados no homem mau – representando as influências seculares (v. 12), e a mulher estranha, representando as influências religiosas (v. 16). A promessa para aquele que implementa a leitura das Escrituras, oração e a prática da verdade em suas vidas é de que vai obter:
q  Sabedoria, conhecimento, entendimento, justiça, juízo e equidade (vs. 5-9).
q  Alegria e felicidade pessoal – isto é agradável à tua alma (v. 10 – ARA).
q  Proteção moral e espiritual “para te livrar do homem mau” (vs. 12-15) e para te livrar da mulher estranha (vs. 16-22).

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

2) O PERIGO DAS MÁS COMPANHIAS

2) O Perigo das Más Companhias

            Filho meu, se os pecadores [te quiserem seduzir - ATB] não consintas. Se disserem: Vem conosco; espiemos o sangue; espreitemos sem razão o inocente; traguemo-los vivos, como a sepultura; e inteiros, como os que descem à cova; acharemos toda a sorte de fazenda preciosa; encheremos as nossas casas de despojos; lançarás a tua sorte entre nós; teremos todos uma só bolsa; Filho meu, não te ponhas a caminho com eles: desvia o teu pé das suas veredas”. (Pv 1:10-15)
            A segunda coisa que deve ser ensinada aos filhos em casa é a separação do mal. Há grande perigo em ter más companhias, e isso precisa ser ensinado em uma idade muito jovem. Portanto, o foco desta lição visa compreender a poderosa influência de amigos.
            A imagem retratada aqui é uma gangue de rua seduzindo o jovem a se juntar a eles em alguma perseguição do mal. As questões da coação dos grupos eram tão reais 3.000 anos atrás como são hoje! Podemos não ser tentados do mal de forma tão flagrante como a retratada aqui, mas a probabilidade de se associar com pessoas que não conhecem o Senhor como seu Salvador irá apresentar-se em algum momento. A lição aqui é dizer “Não”. Ao filho é dito: “não consintas”. Dizer “não” pode ser difícil às vezes, porque todo o jovem naturalmente quer ser aceito. Será preciso caráter moral e coragem. A coragem da convicção deve ser ensinada em casa.
            A Bíblia diz: “Companheiro sou de todos os que Te temem e dos que guardam os Teus preceitos” (Sl 119:63). Há duas qualificações para boa companhia neste verso. Em primeiro lugar, devemos ser companheiros daqueles que “temem” ao Senhor. A prova de temer a Deus é que nos desviamos do mal (Pv 14:16). Não há nenhum sentido falar em temer ao Senhor se não nos separarmos do mal (Lc 6:46; Jo 14:15; 1 Pe 1:15-16). Então, em segundo lugar, devemos ser companheiros daqueles que querem obedecer aos mais pequenos detalhes (“preceitos”) da Palavra de Deus. Estes são os tipos de amigos que devemos ter. Todos os outros devem ser mantidos a uma boa distância.

Porque Separação é Importante

            Os jovens vão querer saber porque eles devem andar em separação do mundo. As razões para a separação devem ser explicadas a eles para que eles possam inteligentemente compreender a importância de andar numa senda como esta. Quando eles entendem a razão, eles estarão mais inclinados a fazê-lo. Os pais não podem simplesmente dizer: “Bem, os irmãos confiam na separação”. A verdade é que DEUS confia na separação! Ele insiste nisso como meio de preservação para o Seu povo. Ela é encontrada na primeira página de nossas Bíblias (Gn 1:4), e continua a ser enfatizada em toda a Palavra inspirada até a última página (Ap 22:11). É vital que todos na família entendam este princípio, e é da responsabilidade dos pais ensiná-lo.
Os pais devem ensinar separação a seus filhos, não apenas falando a eles, mas mostrando a eles! Se eles mesmos não andam em separação, não podem esperar que seus filhos o façam. Se Manoá e sua esposa deveriam criar um piedoso filho nazireu, a mãe da criança deveria, ela mesma, viver como um nazireu! (Jz 13:4-5, 13-14).
Poderíamos perguntar: “Por que exatamente precisamos de separação em nossas vidas?”
A) Porque não podemos desfrutar de comunhão com o Senhor e com o mundo ao mesmo tempo! Terá que ser com um ou com o outro. As duas coisas são totalmente incompatíveis (Tg 4:4). 1 João 2:15 diz: “Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele”. Companhia e comunhão com o nosso Deus e Pai é para ser valorizada acima de tudo mais em nossas vidas. Existem inúmeros exemplos deste ponto nas Escrituras. A noiva em Cantares de Salomão tentou desfrutar de “aquele a quem ama a minha alma”, enquanto ela relaxou e andou “pelas ruas” e pelos “caminhos largos” (JND) da “cidade”, mas isso não funcionou. Ela perdeu a sua companhia (Ct 3:1-2). Quando Abraão foi para o Egito (um tipo do mundo), ele não teve o seu altar, que fala da ligação da alma de comunhão com Deus (Gn 12:10; 13:4). Ele aprendeu que não poderia ter o Senhor e o Egito, ao mesmo tempo.
B) Porque desfrutar dos prazeres e entretenimento do mundo deteriora nossa afeição por Cristo! Efraim juntou-se aos ídolos do mundo (Os 4:17), e misturou-se com as pessoas do mundo [“povos”]: (Oséias 7:8) – e isso levou seu coração para longe do Senhor (Os 4:11; 7:11). Os filhos de Israel desejavam comer os “pepinos, e dos melões, e dos porros, e das cebolas, e dos alhos” do Egito e o efeito foi o de diminuir o gosto de sua alma pelo “maná”, que é um tipo de Cristo (Nm 11:5-6). Isso trouxe fraqueza à sua alma. Quem se alimenta de entretenimento do mundo geralmente tem pouco interesse nas coisas do Senhor. O mundo pressiona seus caminhos em nossas vidas como a extremidade fina de uma cunha, e, lentamente, mas certamente, remove nosso afeto pelo Senhor e nosso interesse em Suas coisas.
C) Porque nós ficaremos corrompidos e contaminados pelas maneiras e moral do mundo! A Bíblia diz: “Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes” (1 Co 15:33). Quer gostemos de admitir isso ou não, somos afetados por aqueles com quem nos associamos. Todos nós afetamos uns aos outros, de alguma forma, como diz a Escritura: “Nenhum de nós vive para si, e nenhum morre para si” (Rm 14:7). Os filhos de Israel foram avisados para não se unirem com as nações da terra de Canaã, porque isso iria certamente levar o coração deles para longe do Senhor (Dt 7:1-4). Associação com o mundo tem uma maneira de dessensibilizar a moral de uma pessoa. Em Provérbios, somos advertidos para não fazer amizade com um homem iracundo porque vamos inadvertidamente aprender “as suas veredas” (Pv 22:24-25, 13:20). Por viver em Sodoma, os valores morais de Ló se deterioraram ao nível dos homens de Sodoma. Ele ofereceu suas filhas para os homens maus da cidade! (Gn 19:8)
D) Porque participando dos prazeres do mundo vai levar-nos a perder o nosso discernimento! Quando é esse o caso, vamos ser arrastados mais e mais para as coisas do mundo. Efraim se misturou com o mundo e perdeu sua força (espiritual), mas ele não percebeu isto porque havia se tornado insensível (Os 7:8-9). Provérbios 23:29-35 alerta para a pessoa que se entrega ao vinho (aqui é um tipo dos prazeres intoxicantes do mundo). Um dos resultados disto seria que quando as pessoas fossem bater nele (para corrigi-lo) ele não sentiria! Sansão se uniu com uma pessoa que não era uma filha de Deus (Dalila), e perdeu o seu discernimento e revelou o segredo do seu nazireado. Ele “não sabia” que sua força se tinha ido dele (Jz 16:20). É muito solene notar que quando os babilônios (um tipo do mundo) conquistaram o povo de Deus na terra de Israel, eles arrancaram os olhos de Zedequias (2 Rs 25:7). Isto fala da perda de discernimento.
E) Porque por andar em comunhão com o mundo vamos perder o poder do nosso testemunho! O cristão que anda em separação do mundo terá um poderoso testemunho para o mundo (At 4:33). Mas se ele caminha em comunhão com o mundo, ele perde seu poder de testemunhar para ele. Mais uma vez, Ló é um exemplo. Ele morava em Sodoma, e quando ele tentou testemunhar a seus genros, o seu testemunho “Foi tido porém por zombador” (Gn 19:14). Eles pensaram que ele estava brincando, e não o levaram a sério.

Duas Partes da Nossa Separação

            Mero conhecimento da verdade de separação, por mais claro e compreensível que ele possa ser apresentado aos nossos filhos, não vai, por si só, dar-lhes o poder de andar nesse caminho. Se é apenas uma lista de coisas que não deveríamos fazer, eles podem se rebelar contra isso. Será visto como uma coisa vazia e legalista que só impede uma pessoa de se divertir. Isso ocorre porque uma vida esvaziada de mundanismo ainda continua vazia e precisa de algo para preenchê-la. O coração deve ter um objetivo correto – Cristo. Se não estamos desfrutando de Cristo, a separação vai ser uma coisa monótona. Não é o que a pessoa sabe que controla sua vida – é o que ela desfruta.
            Existe, portanto, a necessidade de apresentar à família as duas partes da separação – a nossa separação para o Senhor e nossa separação do mundo. Isto é visto em várias passagens na Palavra de Deus. Por exemplo, os filhos de Israel deveriam sair de Ramsés (Egito), que nos fala da separação do mundo (Êx 12:37), mas eles também deviam entregar seus primogênitos ao Senhor, o que nos fala da nossa separação para Deus (Êx 13:1-2). Outro exemplo é o nazireu, que era para se separar “ao Senhor” e também “do vinho e de bebida forte”, etc. (Nm 6:2-3). Vemos isso novamente com a roupa da “mulher virtuosa” feita para a sua família. Ela vestiu sua casa com “roupa dobrada” (Pv 31:21). Isso fala de uma separação interior para Deus e uma separação externa dos elementos do mundo. Se temos nos separado para o Senhor e somos encontrados desfrutando comunhão com Ele, a senda da separação do mundo não será um trabalho penoso; será uma feliz liberdade. Quanto mais andamos com Deus e temos comunhão com Ele, mais vamos ver o verdadeiro caráter do mundo, e não vamos querê-lo. Vamos ver o mundo como Deus o vê – como é apresentado na Palavra de Deus – como um inimigo de nossas almas que pode prejudicar nosso desfrutar de Cristo.
É surpreendente que um dos tipos de separação do mal em nossas Bíblias é a Festa dos Pães Asmos (Êx 12:15-17). É chamada uma festa! Quando você pensa em uma festa, você pensa em uma experiência feliz, prazerosa. Essa santa convocação não é apresentada como vazia e enfadonha, mas como uma experiência feliz e agradável – uma festa!
            Portanto, a casa deve ter o holocausto (um tipo de Cristo) nela – Cristo como o objeto central estabelecido diante dos filhos. Este é o lado da separação que é para o Senhor. Manoá é o nosso exemplo (Jz 13:19-23). Ele tinha a fragrância da oferta do Senhor em sua casa. Era esta a atmosfera na qual ele e sua esposa criaram o filho nazireu (Sansão) para o Senhor.

A Sabedoria Fala nas Ruas

            Os pais então começam a falar da sabedoria que clama de fora “nas ruas” (vs. 20-23). O filho deveria aprender no lar com seus sábios conselhos, mas ele também deveria aprender a partir da observação dos caminhos “dos néscios” no mundo. Esta é “a instrução da sabedoria” (v. 3), onde se aprende a partir da observação das falhas dos outros.
            “Sabedoria” nesta primeira seção de Provérbios é personificada. Vamos ver no capítulo 8 que é uma Pessoa divina, o próprio Filho de Deus. Ele é apresentado na forma feminina, porque devemos levar em conta a Sabedoria de uma forma afetuosa.

O Desastre de Negligenciar a Sabedoria

            Na última parte do capítulo vemos que a sabedoria pode ser aprendida de uma terceira forma – na escola dos duros golpes (vs. 24-33). Embora não aconselhável, ainda podemos aprender pelas disciplinas governamentais de Deus em nossas vidas. Mas esta forma é muito dolorosa.
            Os pais falam das consequências desastrosas de se recusar o conselho de sabedoria. É importante que instruamos nossos filhos não somente do caráter do mundo, mas também o triste fim daqueles que seguem o seu curso. Se eles entendem isso, não vão invejar tais pessoas, mas sim terão pena deles (Pv 23:17, 24:1; Sl 37:1).
            Não obstante, alguns Cristãos autoconfiantes pensam que podem ir em seu caminho sem sabedoria; mas no final eles pagam o preço por isso. Todo homem tem a liberdade de fazer suas próprias escolhas na vida, mas ele não é livre para escolher as consequências de suas escolhas. Este é um aviso solene para aqueles que pensam que podem andar de mãos dadas com o mundo e não serem afetado por ele. Não é que Deus vai literalmente “rir” na calamidade dos tolos (v. 26); mas é antes o riso de uma punição merecida. O ponto é que se você violar certos princípios de Deus, no final eles acabarão zombando de você. Tolos, inevitavelmente, farão a colheita da sua loucura (Gl 6:7-8). “Portanto comerão do fruto do seu caminho” (v. 31). A “prosperidade” [“complacência”] dos tolos os destruirá no final (v. 32). Que estejamos avisados!

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

1) O ACONSELHAMENTO DOS PAIS


1) Respeito ao Aconselhamento dos Pais

            Filho meu, ouve a instrução de teu pai, e não deixes a doutrina de tua mãe. Porque diadema de graça serão para a tua cabeça, e colares para o teu pescoço” (Pv 1:8-9). Respeito ao conselho dos pais é a primeira, e talvez, a lição mais importante. Se a confiança no conhecimento dos pais sobre os assuntos da vida não estiver estabelecida, os filhos provavelmente não vão levar a sério quaisquer outras lições que os pais têm a ensinar. Isto significa que os pais precisam “ganhar o ouvido” de seus filhos na idade mais cedo possível, e, assim, começar a ensinar-lhes estas importantes lições. (Dt 6:6-7, 11:18-21; Sl 78:2-7; Pv 4:1-4; Is 38:19).
            Todos os jovens que crescem em um lar temente a Deus, precisam entender que seus pais têm os melhores interesses em seus corações. Há muitas armadilhas e perigos que os jovens poderiam cair se eles não forem cautelosos. Eles devem ser agradecidos por terem alguém para guiá-los nos caminhos da vida. Os jovens precisam reconhecer que seus pais têm mais experiência de vida do que eles têm, e podem oferecer informações e orientação valiosas nas questões da vida. Bom conselho dos pais é indispensável para o jovem e inexperiente.
            Muitas vezes, os jovens pensam que a compreensão que o pai e da mãe têm do mundo e seus conselhos estão desatualizados. Mas eles estão enganados. Certamente não podemos ser tão ingênuos a ponto de pensar que, porque nossos pais não falam sobre coisas contaminadas e sujas que eles têm visto e ouvido neste mundo mau, eles não sabem sobre ele! (Ef 5:11-12). A sabedoria nos dirigirá a proteger nossos filhos dessas coisas. Os pais que falharam em determinadas áreas de suas vidas, não ajudarão seus filhos ao falarem sobre isso na frente deles – quer se tratem de seus pecados antes de sua conversão, ou depois de terem sido salvos. Eles estarão apenas colocando uma pedra de tropeço diante deles. Se as crianças sabem que seus pais fizeram tais coisas, eles podem se inclinar a pensar que desde que o pai ou a mãe fizeram tal coisa, então eles podem fazê-lo também, porque, afinal de contas, no final deu tudo certo. Quão cuidadosos devemos ser! Se uma pessoa continua a revisitar os seus pecados e a falar sobre eles, levará alguém a imaginar se ele realmente julgou esses pecados. Esses tais estão apenas se gloriando na sua vergonha (Fl 3:19 - ATB).
            O nono versículo descreve poeticamente a beleza moral e dignidade que os jovens terão se seguirem o conselho de seus pais. No entanto, a pessoa que não ouvir os seus pais está a caminho de dificuldades.

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

DIVISÃO I - DOZE LIÇÕES DE SABEDORIA NA FAMÍLIA (CAPÍTULOS 1-9)


DIVISÃO I
 (Capítulos 1-9)


Doze Lições de Sabedoria
 Numa Família

Os versículos 1-7 são uma introdução ao livro. O primeiro verso é o título desta seção. Nós vamos encontrar afirmações semelhantes por todo o livro que indicarão as suas várias divisões.

Dez Coisas Adquiridas Pela Aplicação da 
Sabedoria dos Provérbios

            Os versículos 2-4 dão o propósito dos provérbios de Salomão. Dez coisas são mencionadas nestes versos indicando o que vamos encontrar se aplicarmos a sabedoria deste livro.
           1)      Sabedoria conhecimento utilizado corretamente.
           2)      Instrução o conhecimento adquirido pelo castigo e disciplina.
           3)      Entendimento conhecimento adquirido pela consideração.
           4)      Instrução de sabedoria conhecimento adquirido por um caminhar prudente. 
           5)      Justiça conduta e comportamento corretos. 
           6)      Juízo - discernimento.
           7)      Equidade integridade moral imparcial.
           8)      Prudência capacidade de detectar malícia em outros.
           9)      Conhecimento informação útil.
10)    Discrição ponderação.




Duas Coisas Necessárias

            Os versículos 5-7 falam de duas coisas que são necessárias de nossa parte para obter a sabedoria no livro de Provérbios. Em primeiro lugar, deve haver a vontade de aprender (vs. 5-6). Em segundo lugar, deve haver um reverente temor ao Senhor (v. 7).
            Uma pessoa pode ser exposta a mais excelente sabedoria dos mestres mais dotados, mas ela não terá nenhum proveito disso se não houver a vontade de aprender e o temor do Senhor em sua vida. Nossas vidas vão mostrar o quanto tememos o Senhor pela decisão de aplicar ou não estes princípios práticos da Sua Palavra.

Várias Maneiras de Aprender

            Há, talvez, três maneiras de se aprender as lições da vida. Primeiro, podemos aprender com nossos erros. Podemos andar no caminho que achamos ser o melhor e aprender, com a experiência própria, as lições da vida – a maioria das quais provavelmente será dolorosa. Este, sem dúvida, não é um método aconselhado, porque podemos fazer uma confusão generalizada em nossas vidas muito rapidamente e acabaremos tendo que levar os efeitos de nossas falhas pelo resto de nossas vidas. Uma segunda maneira de aprender as lições da vida é aprender com os erros dos outros. Isto é melhor, porque nós não sofreremos os efeitos de suas falhas em nossas próprias vidas. Mas a melhor maneira de aprender as lições da vida é da Palavra de Deus. Esta é a maneira mais feliz. Mas isso requer vontade de receber o que a Palavra diz e também reverência para com aqu’Ele que a escreveu. Alguém colocou desta forma: feliz é o homem que aprende com seus erros; mais feliz ainda é aquele que aprende com os erros de outras pessoas, mas o mais feliz de todos é aquele que aprende com os princípios da Palavra de Deus.

Doze Discursos do Pai ou da Mãe 
Para o Filho

            Doze lições há nesta seção do livro. São discursos do pai ou da mãe para o filho – cada um deles começando com as palavras “Meu filho”. (Há alguns lugares onde a expressão aparece no meio de uma lição. O contexto vai mostrar que não é uma nova lição, mas parte de uma já em discussão. Na tradução de J. N. Darby há um travessão (–) indicando que é uma continuação do assunto, ou seja, capítulos 1:15, 6:3). O cenário é de um lar piedoso onde os pais são vistos orientando e instruindo seu filho nas questões da vida. As lições são recomendações e conselhos dos pais que visam prepará-lo para a vida. Eles estão primeiramente preocupados em ajudar o filho ou a filha a tomar as decisões certas na vida.
            Esta seção (capítulos 1-9) é muito aplicável para pais que querem saber o que eles deveriam estar ensinando a seus filhos na sua preparação para a vida. A essência destes doze discursos é o que todos os pais piedosos devem ensinar os seus filhos. Claro, essas lições são também aplicáveis aos jovens que estão começando na vida. Eles são referidos no livro como o “simples” (Pv 1:4). Este não é um termo depreciativo; ele não está falando de alguém que tem dificuldades mentais, mas de alguém que é inexperiente na vida isto é, ingênuo. Portanto, se um jovem quer ter um bom sucesso na vida, moral e espiritualmente de forma prática, ele precisa aplicar-se a aprender essas lições e provar a bênção de Deus.
            Se alguém não tem o privilégio de ter pais tementes a Deus, que lhe darão saudáveis conselhos práticos e espirituais nas questões de vida, ele pode abraçar estes capítulos, colocando-se no lugar desse jovem, e aproveitar das mesmas lições.

INTRODUÇÃO

SABEDORIA DIVINA PARA NOSSA SENDA TERRENA
Bruce Anstey

UM ESBOÇO DO LIVRO DE PROVÉRBIOS


O livro de Provérbios é às vezes chamado de o “livro do jovem” (com base em Pv 1:4) porque dá instruções sábias e profundas para aqueles ainda inexperientes na vida. Ele apresenta a sabedoria divina para a nossa senda aqui na Terra e é útil para todas as idades. O objetivo do livro é o de formar  bom caráter e conduta de modo que uma pessoa não fará uma confusão generalizada em sua vida – moral, financeira, social, etc.
            O Senhor deu sabedoria a Salomão (1 Rs 3:11-12), mas ela foi obtida d’Ele de três formas principais:

  • Pela Observação “Atentei ...” (Ec 1:14).
  • Pela Meditação “Falei eu com o meu coração...” (Ec 1:16a).
  • Pela Experimentação “meu coração tem tido larga experiência...” (Ec 1:16b).
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            O livro, como um todo, tem seis divisões principais. Essas estão marcadas por uma expressão de inspiração divina inserida no texto, que separa uma parte da outra. As divisões são:
Divisão I Doze Lições Numa Família (capítulos 1-9).
Divisão II Provérbios de Salomão (capítulos 10-22:16).
Divisão III As Palavras dos Sábios (capítulos 22:17-24:34).
Divisão IV O Segundo Livro de Provérbios de Salomão (capítulos 25-29).
Divisão V As Palavras de Agur (capítulo 30).
Divisão VI As Palavras do Rei Lemuel (capítulo 31).