quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Final da tradução - Segundo Livro de Provérbios de Salomão / Palavras de Agur e do Rei Lemuel

DIVISÃO IV
(CAPÍTULOS 25 a 29)

O SEGUNDO LIVRO DOS PROVÉRBIOS DE SOLOMÃO

                    Esta divisão do livro retorna ao estilo dos provérbios de um verso e foram compostos por Salomão. "Os homens de Ezequias" os copiaram cerca de 250 anos depois da morte de Salomão. Os provérbios de um versículo, na Divisão II não estavam necessariamente agrupados em alguma ordem específica, embora que aqui pareça que os homens de Ezequias tentaram colocá-los é algum tipo de ordem. Existem 140 provérbios nesta seção e são principalmente comparações complementares.


COMO SE COMPORTAR EM RELACIONAMENTOS INTERPESSOAIS

                    Os capítulos 25 a 27 têm a ver com relações interpessoais, ensinando-nos a interagir com os outros.

o    Capítulo 25:1-7 Com os reis (qualquer autoridade).
o    Capítulo 25:8-20 Com os próximos.
o    Capítulo 25:21-28 Com os inimigos.
o    Capítulo 26:1-12 Com os tolos.
o    Capítulo 26:13-16 Com os preguiçosos
o    Capítulo 26:17-19 Com os enganadores.
o    Capítulo 26:20-28 Com os maldizentes (fofoqueiros).
o    Capítulo 27:1-2 Com você mesmo.
o    Capítulo 27:3-4 Com aqueles que não gostam de você.
o    Capítulo 27:5-10 Com os amigos da família.
o    Capítulo 27:11-22 Usando a graça para com os outros.
o    Capítulo 27:23-27 Usando diligência nos negócios.


Os capítulos 28-29 têm uma mistura de comparações constrastantes e complementares.
o    Capítulo 28:1-10 Nossas ações em relação à lei.
o    Capítulo 28:11-28 Os enganos da mundanidade e da maldade em relação à riqueza.
o    Capítulo 29:1-27 Quanto à teimosia.


DIVISÃO V
(CAPÍTULO 30)

AS PALAVRAS DE AGUR

                    Tudo o que sabemos sobre "Agur" é encontrado neste capítulo. Ele aparentemente tinha dois alunos, "Itiel e Ucal". O que segue neste capítulo é o que ele lhes ensinou, e temos o privilégio de tê-lo registrado nas Escrituras para nosso proveito também.
                    Agur tomou o lugar de saber pouco, e confessou que ele era apenas um aluno (vs.2-3). Ele se humilhou e exaltou Deus e Sua Palavra, ilustrando assim a verdadeira humildade ordenada nos Provérbios. No entanto, encontramos neste capítulo que ele sabia muito mais do que a maioria nos tempos do Antigo Testamento! Ele comunica alguns importantes princípios morais e práticos que nos preservarão neste mundo.


ELE CONHECEU DEUS

                    Antes de tudo, Agur tinha um conhecimento de Deus e de Seu Filho (vs.4-6). Isso é notável porque ainda não havia sido dada ao homem a revelação do Pai e do Filho - que é formalmente revelada no ministério de nosso Senhor Jesus (João 1:18). Em uma série de cinco perguntas ele expõe a grandeza de Deus.


ELE SE CONHECEU

                    Em segundo lugar, os versículos 7-10 indicam que Agur também teve algum conhecimento de si mesmo. Ele conhecia seu próprio coração e, portanto, não confiava em si mesmo (Provérbios 28:26). Não ter confiança na carne leva a afastar-se dela, e lançar-nos sobre o Senhor em dependência.


ELE CONHECIA O VERDADEIRO CARÁTER DO MUNDO

                    Além disso, os versículos 11-23 mostram que Agur tinha uma compreensão do verdadeiro caráter do mundo, e resumiu-o em quatro séries de quatro coisas. Cada série retrata um aspecto diferente do mundo e seus caminhos.
                    Na primeira série, ele fala dos fundamentos do princípios morais que marcam os homens da rebelião do mundo contra a autoridade dos pais (he speaks of the underlying moral principles that mark the men of the world rebellion against the authority of parentes) (v. 11), justiça-própria (v. 12), orgulho (v. 13) e violência gananciosa (v. 14).
                    Na segunda série, ele fala do caráter insatisfeito do mundo - quatro coisas insaciáveis. As pessoas no sistema do mundo são comparadas à "sepultura", à "madre estéril", à "terra" e ao "fogo". Nenhum destes podem se fartar e nunca estão satisfeitos (vs. 15-17).
                    Na terceira série, Agur refere-se a quatro coisas inescrutáveis ​​(vs. 18-19). Eles falam dos motivos ocultos por trás das ações das pessoas do mundo. Muitas vezes tem sido dito que este mundo quer você para tirar de você o que ele quiser, e é certamente verdade. Eles podem ter uma maneira aparentemente graciosa de agir, mas por trás de suas ações muitas vezes estão segundas intenções. A "águia" que sobe alto no ar parece muito bonita, mas tem uma razão para fazê-lo - para mergulhar em sua presa! A "serpente" deslizando sobre uma rocha é uma visão intrigante, mas está procurando por uma vítima! O "navio no meio do mar" é interessante, mas está em uma missão a algum destino para si mesmo. (but it's on a mission to some destiny for self) E, por trás do gracioso caminho de "um homem com uma virgem" é muitas vezes um esforço para seduzi-la e corrompê-la! Todas as quatro coisas são comparadas a "uma mulher adúltera" que faz seu mal, e depois tenta escondê-lo (v. 20).
                    Na quarta série de coisas, Agur fala de quatro coisas insuportáveis, cada uma descrevendo a impropriedade daqueles do mundo que não sabem como se comportar na esfera em que são encontrados (vs.21-23).


ELE SABIA COMO SER PRESERVADO DAS INFLUÊNCIAS DO MUNDO

                    A próxima série de quatro coisas indicam que Agur teve uma compreensão de como o filho de Deus pode ser preservado das influências do mundo (vs. 24-28). Estas são coisas de que precisamos para passar por este mundo e não sermos afetados por ele. Ele aprendeu esta sabedoria do reino animal (Jó 12:7-10).
                    A primeira são as "formigas" que ajuntam seus alimentos em um momento em que elas podem obtê-lo - "verão". Isso fala da importância de obter alimento espiritual para nossas almas (João 6:54-58). A maior salvaguarda contra sermos arrastados para o mundo é sermos encontrados desfrutando de Cristo, que é o alimento espiritual para nossas almas. Estar cheio com aquilo que verdadeiramente satisfaz o coração nos guardará de ambicionarmos as coisas do mundo.
                    O segundo são os "coelhos" Eles são criaturas que reconhecem sua fraqueza e, portanto, vivem em lugares seguros - "nas rochas". Isso fala da dependência do Senhor. Isso também é algo que precisamos - uma fraqueza sentida que nos leva a lançar-nos sobre o Senhor em Quem há segurança (Deuteronômio 33:12). Ele é a Rocha da salvação (Sl 95:1). Aquele que conhece sua fraqueza e se lança ao Senhor será preservado.
                    O terceiro são os "gafanhotos" que se caracterizam por sair "em bandos". São criaturas que sabem manter-se no passo-a-passo um com o outro. Isso indica a necessidade de manter-se em companhia de crentes com a mesma "fé igualmente preciosa". Isso fala de comunhão, que também é importante para a nossa preservação (Salmo 119:63, Hebreus 10:25, 2 Pedro 1:1).
                    A quarta é a "aranha". O que marca essa criatura sábia é que ela vive na presença do rei - "nos palácios dos reis". Isto fala de acesso à presença do Senhor, o Rei dos Reis, pela oração (Hebreus 10:19, Ef 3:12). Uma vida secreta de comunhão com o Senhor e uma constante vida em Sua presença é essencial para sermos mantidos.


ELE SABIA O QUE ERA NECESSÁRIO PARA UM TESTEMUNHO EFICAZ PARA O MUNDO

                    A série final de quatro coisas mostra que Agur sabia o que era necessário para que o testemunho do crente fosse efetivo neste mundo (vs. 29-31). O "leão" fala de firme ousadia para confessar Cristo (Provérbios 28:1). O "cavalo" fala da defesa da fé que uma vez foi dada aos santos (Judas 3, Provérbios 21:31, Jó 39:19-25, 2 Reis 9:33, 11:16). O "bode" que sobe alto nas montanhas, fala de não ficar desanimado. Precisamos ficar acima das circunstâncias adversas da vida, subindo acima delas (1 Samuel 30:6, Hab. 3:17-19). Por fim, o "rei" contra quem ninguém pode se levantar, fala de manter os estritos padrões de justiça como encontrados nos princípios da Palavra de Deus.


ELE SABIA COMO NÃO LEVANTAR QUESTÕES

                    Os dois últimos versículos do capítulo nos lembram de que, se nosso testemunho ao mundo não for recebido, não ajudará em nada levantar questões. Só será contraproducente, gerando conflitos. Devemos deixar pessoas que rejeitam nosso testemunho com o Senhor, o Único que pode mudar seus corações (Provérbios 30:32-33, Salmo 33:15).


DIVISÃO VI
(CAPÍTULO 31)

AS PALAVRAS DO REI LEMUEL

                    A última divisão do livro é o conselho da rainha; a mãe para seu filho - "Rei Lemuel". Nós não sabemos se este era um nome carinhoso que Bate-Seba tinha para Salomão, ou se se refere a alguma outra pessoa.
                    Para ter um reino que Deus abençoasse, sua mãe lhe ensinou que tinha que ter cuidado com o seguinte:
o    O perigo das mulheres com moralidade frouxa - imoralidade (vs. 2-3).
o    O perigo do álcool - depravação (vs. 4-7).
o    O perigo de não manter a justiça no seu reino - parcialidade (vs. 8-9).


A MULHER VIRTUOSA

                    A segunda metade do capítulo descreve a esposa ideal (Provérbios 31:10-31). É um poema acróstico que segue o alfabeto hebraico de 22 letras.
o    Ela é inestimável - uma pessoa rara (v. 10).
o    Ela é digna de confiança, merecendo a plena confiança de seu marido (v. 11-12).
o    Ela é trabalhadora - ela pode costurar e tricotar (v. 13, 19).
o    Ela é boa cozinheira (v. 14-15).
o    Ela gerencia bem o dinheiro (v. 16, 24).
o    Ela jardina (v. 16).
o    Ela se mantém em forma (v. 17).
o    Ela é caridosa (v. 20).
o    Ela não negligencia seus filhos (v. 21, 27).
o    Ela não negligencia sua aparência (v. 22).
o    Ela é uma bênção para o ministério do seu marido (v. 23).
o    Ela suplementa a renda do marido (v. 24).
o    Ela é sábia e amável (v. 26).
o    Ela é amada e respeitada por sua família (vs. 27-28).
o    Ela teme ao Senhor e tem uma grande recompensa esperando por ela (vs. 29-31).

                    É significativo que as "mãos" desta mulher sejam mencionadas sete vezes, mas sua "boca" é mencionada somente uma vez!

B. Anstey


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