quarta-feira, 16 de novembro de 2016

3) IMPLEMENTANDO LEITURA E ORAÇÃO EM NOSSAS VIDAS


3) Implementando Leitura & Oração
em Nossas Vidas

            Assim que o filho cresce, os pais ensinam-lhe outra lição – a importância da leitura e oração. Filho meu, se aceitares as minhas palavras, e esconderes contigo os meus mandamentos, para fazeres atento à sabedoria o teu ouvido, e para inclinares o teu coração ao entendimento...” (Pv 2:1-2). Quatro verbos são usados aqui para descrever a leitura da Palavra com um propósito e convicção. Estas quatro palavras não descrevem uma leitura negligente das Escrituras; elas implicam num estudo diligente e organizado.
            Há uma série de razões pelas quais o Cristão deve ler sua Bíblia. A razão preeminente é para aprender mais de Cristo. “Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de Mim testificam” (Jo 5:39; Lc 24:25-27, 44). Cristo é o tema de toda a Escritura. Quando Deus a escreveu pelo Espírito Santo, Ele tinha o Seu Filho diante d’Ele, e Ele a estabeleceu para que se vamos obter alguma bênção pela leitura das Escrituras, devemos ter Ele diante de nós também! Isso resultará em grande alegria (Jr 15:16; Sl 119:162).
            Um Cristão também lê sua Bíblia para obter luz e orientação para o seu caminho, pelo qual ele é guardado das veredas do destruidor (2 Tm 3.15; Sl 17:4, 19:7, 119:105, 130; 2 Rs 6:8-12).
Outra razão pela qual o Cristão lê é para crescer espiritualmente na graça de Deus, enquanto o caráter de Cristo é formado nele (1 Pe 2:2; 2 Co 3:18).
            Ele também lê a Bíblia para aprender de suas bênçãos espirituais, que estão em Cristo, sobre as quais ele é edificado e firmado na santíssima fé (At 20:32; Rm 16:25-26; Jd 20).
            Ele lê para receber conforto, força e gozo no tempo de prova e de sofrimento (Rm 15:4; Sl 119:49-50.)
            Ele lê para purificar a sua alma das impurezas e do pecado com a lavagem da água pela Palavra, e, se necessário, produz arrependimento e confissão, e restauração ao Senhor. As Escrituras têm uma maneira de purificar nossas almas de uma forma prática (Sl 119:9; Ef 5:26; Sl 19:7).
            Ele lê para aprender dos eventos futuros, pela qual ele é instruído no propósito de Deus em glorificar Seu Filho no mundo por vir, em duas esferas: no céu e na Terra (2 Pe 1:19-21; Ap 1:1-3; Ef 1:10).
A exortação dos pais continua; “E se clamares por entendimento, e por inteligência alçares a tua voz, se como a prata a buscares e como a tesouros escondidos a procurares, então entenderás o temor do SENHOR, e acharás o conhecimento de Deus” (Pv 2:3-5). Mais quatro verbos são usados aqui para descrever a oração diligente. Estes quatro verbos vão além de simplesmente “proferir” orações. A oração é falar reverentemente com o Senhor Jesus e com Deus o Pai (1 Tm 4:5 JND). Todo Cristão deve ter uma pronta comunicação com o Senhor.
Um Cristão ora porque ele deseja ter comunhão e companhia com o Senhor. Ele confia no Senhor (Pv 16:20 JND), derramando seu coração diante d’Ele como se fosse ao seu amigo mais próximo. (Sl 62:8).
Ele ora para expressar a sua dependência do Senhor em matéria de orientação e direção na vida (Sl 16:1; Pv 3:5-6; Lc 11:3; Ed 8:21).
Ele ora (intercede) por outros (1 Tm 2:1; Cl 4:3). Ele traz para o Senhor as muitas necessidades das pessoas no mundo, e entre os seus irmãos, pedindo-Lhe para ajudá-los em suas necessidades específicas.
Um Cristão ora para pedir ao Senhor pelas coisas que ele tem necessidade em sua própria vida (Jo 14:13-14, 16:23-24; 1 Jo 3:22, 5:14-15).
A leitura das Escrituras e a oração andam juntas de fato você não pode separá-las. Note que as duas coisas são baseadas na palavra condicional “se” (vs. 1, 3). Isso mostra que nós somos responsáveis em fazer essas coisas. Pais piedosos procurarão levar a Palavra de Deus diante de seus filhos quando eles são jovens, tendo leituras bíblicas na família, etc. Mas o objetivo real nela é que, enquanto as crianças crescem, eles vão manter a leitura e oração para si mesmos. Quando eles são jovens, os pais leem e oram com eles como uma espécie de sistema de apoio. Mas, com o tempo, eles devem começar a colher algo para si mesmos da Palavra de Deus. É uma alegria especial para todos os pais quando veem os jovens em sua família tomando a Palavra e lendo-a por si mesmos. O grande ganho na leitura assídua e na oração diligente é que nós ganhamos “sabedoria”, “conhecimento”, e “entendimento” diretamente da mão do Senhor (v. 6).
Então, há algo mais acrescentado nos versos 7-9; a necessidade de andar na verdade aprendida. “Ele reserva a verdadeira sabedoria para os retos: escudo é para os que caminham na sinceridade, para que guarde as veredas do juízo: e conserve o caminho dos seus santos. Então entenderás justiça, e juízo, e equidades, e todas as boas veredas”. A prática do que aprendemos na Palavra é importante para o progresso espiritual em nossas vidas. Alguns parecem não crescer porque não colocam em prática a verdade que conhecem.
Há promessas adicionais aqui para aquele que anda (pratica) na verdade. Ele vai entender “justiça, e juízo, e equidade”.
Temos, então, nos primeiros nove versos deste capítulo, leitura, oração e andar na verdade. Essas coisas são o “salva-vidas” espiritual do crente. O Cristão que negligencia a sua Bíblia e não se preocupa com a oração está se dirigindo a momentos difíceis na vida. Além disso, se não colocarmos em prática o que aprendemos, não seremos preservados. O mero conhecimento da verdade não nos preservará no caminho! Estas são coisas sérias e solenes a serem consideradas.

Três Coisas “Diárias”

Todos os jovens, portanto, devem iniciar essas três coisas em sua vida o mais rapidamente possível para garantir um bom resultado. Estas coisas devem ser praticadas diariamente – não uma ou duas vezes por semana. Nós não podemos viver do maná de ontem! (Êx 16:19-21)

  • Devemos examinar as Escrituras diariamente (At 17:11-12).
  • Devemos clamar ao Senhor em oração diariamente (Sl 86:1-3).
  • E devemos tomar nossa cruz e seguir o Senhor no caminho diariamente  (Lc 9:23).

Dois Inimigos do Jovem

A última metade do capítulo 2 apresenta dois perigos reais no caminho. Eles são personificados no homem mau – representando as influências seculares (v. 12), e a mulher estranha, representando as influências religiosas (v. 16). A promessa para aquele que implementa a leitura das Escrituras, oração e a prática da verdade em suas vidas é de que vai obter:
q  Sabedoria, conhecimento, entendimento, justiça, juízo e equidade (vs. 5-9).
q  Alegria e felicidade pessoal – isto é agradável à tua alma (v. 10 – ARA).
q  Proteção moral e espiritual “para te livrar do homem mau” (vs. 12-15) e para te livrar da mulher estranha (vs. 16-22).