quarta-feira, 16 de novembro de 2016

4) CONFIAR E HONRAR O SENHOR


4) Confiar & Honrar o Senhor

            A próxima lição (Pv 3:1-10) gira em torno de aprender a confiar e honrar o Senhor nos assuntos práticos de nossas vidas. Ao filho é dito, primeiro, para não retroceder daquilo que ele já aprendeu até agora. “FILHO meu, não te esqueças da minha lei (meu ensino – ARA), e o teu coração guarde os meus mandamentos. Porque eles aumentarão os teus dias, e te acrescentarão anos de vida e paz. Não te desamparem a benignidade e a fidelidade: ata-as ao teu pescoço; escreve-as na tábua do teu coração. E acharás graça e bom entendimento aos olhos de Deus e dos homens.” (vs. 1-4). É importante que caminhemos no que já temos aprendido e não nos permitamos retroceder (Fl 3:16). O Senhor nos dará mais luz para o caminho à medida que andamos com Ele.
            O filho é exortado: “Confia no Senhor de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento (inteligência – JND). Reconhece-O em todos os teus caminhos, e Ele endireitará as tuas veredas.” (vs. 5-6). A confiança no Senhor vem da obediência. Se alguém estiver aplicando a verdade que tem aprendido nas lições anteriores, vai acreditar que pode confiar no Senhor nas questões da vida. Quanto melhor O conhecemos, mais confiamos n’Ele. O significado da palavra “confiança” tem a ideia de confidente (JND). Confiar no Senhor é uma das quatro coisas que Salomão diz que são necessárias para uma vida feliz. Elas são:

  •  Confiar no Senhor – “o que confia no Senhor, este é feliz (Pv 16:20 ARA)
  •  Obter sabedoria e compreensão – “Feliz o homem que acha sabedoria, e o homem que adquire conhecimento.... É árvore de vida para os que a alcançam, e felizes são todos os que a retêm” (Pv 3:13-18 ARA).
  •  Obedecer aos princípios da Palavra – “o que guarda a lei, esse é feliz (Pv 29:18).
  •  Ajudar os outros – “aquele que se compadece dos pobres, esse é feliz (Pv 14:21).

O oposto de confiar no Senhor é confiar em nós mesmos, que é a autoconfiança. Apoiarmos no nosso “próprio entendimento” é um perigo real. O jovem, portanto, é exortado: “Não sejas sábio a teus próprios olhos: teme ao Senhor e aparta-te do mal. Isto será remédio para o teu umbigo, e medula para os teus ossos” (vs. 7-8). Nós somos avisados mais adiante que o tolo confia em seu próprio coração (Pv 28:26). Devemos acrescentar à confiança no Senhor, a honrar ao Senhor em nossas vidas. “Honra ao Senhor com a tua fazenda, e com as primícias de toda a tua renda; e se encherão os teus celeiros abundantemente, e trasbordarão de mosto os teus lagares” (vs. 9-10). Tudo o que temos pertence a Ele, mas somos testados quanto à realidade quando o Senhor permite que um pouco dos bens deste mundo venham a nossas mãos. Vamos usá-los para Ele ou para nós mesmos? É nosso privilégio escolher um modesto padrão de vida para nós mesmos e colocar tudo em prol do testemunho do Senhor. Deste modo honramos o Senhor com a nossa renda. Isso se refere a dar ao Senhor o Seu devido direito em nossas vidas. Isso tem a ver com a nossa administração de Suas posses, porque “do Senhor é a Terra e a sua plenitude” (Sl 24:1). Não devemos pensar que apenas um adulto deva dar ao Senhor o devido direito. É algo precioso ver um jovem confiando no Senhor e colocando-O em primeiro lugar em sua vida.
            Ao Israelita que desse ao Senhor o que Lhe era devido, era prometido um retorno maior do que o que ele teria dado. Enquanto as bênçãos do Cristão são espirituais e celestiais, acreditamos que o Senhor não é devedor do homem – Seu povo nunca dará a Ele mais do que Ele dá a Seu povo. Se dermos o que temos aos interesses do Senhor, Ele não nos deixará sofrer perda. H. A. Ironside observou: “Muitos santos seguem em relativa pobreza por causa de sua indiferença ao princípio aqui estabelecido”.